Cittamobi: mais que um app, uma plataforma que une passageiro, operador e gestor do transporte

Aplicativo evolui para canal dinâmico de informação, escuta e tomada de decisão na mobilidade urbana

ALEXANDRE PELEGI

Mais do que indicar a localização dos ônibus em tempo real, o Cittamobi vem se consolidando como uma plataforma integrada de comunicação, escuta e tomada de decisão no transporte público. Ao conectar passageiro, operador e poder público em um mesmo ambiente digital, o aplicativo transforma dados do uso cotidiano do sistema em insumo para a gestão operacional e para o planejamento urbano, ampliando o acesso, a previsibilidade e a inclusão na mobilidade urbana.

A avaliação é de Emanuele Cassimiro, diretora de Relações Institucionais do Cittamobi, empresa do grupo Primova, entrevistada pelo Diário do Transporte e pelo Podcast do Transporte. A conversa ocorreu após apresentações sobre uma das inovações mais recentes em teste no setor: o ento por PIX por aproximação através de tecnologia Bluetooth, desenvolvido pela Primova e integrada aos validadores da Prodata na cidade Paulo.

Segundo a executiva, a solução tem foco especial no passageiro ocasional – aquele que não utiliza o transporte público com frequência e que, muitas vezes, encontra dificuldades para acessar o sistema por não possuir cartão da cidade.
“Estamos falando de pessoas que vêm a trabalho, lazer ou para eventos. Muitas vezes elas não têm o cartão local, não sabem onde emitir ou simplesmente não têm tempo para isso. A ideia é permitir que a pessoa decida usar o transporte e consiga acessar o sistema diretamente pelo celular”, explicou.

Muito além da localização do ônibus

Emanuele Cassimiro destacou que o Cittamobi deixou de ser apenas um aplicativo de consulta e passou a operar como canal permanente entre a cidade e seus usuários.

“Quando falamos que o Cittamobi é uma plataforma, falamos de um ecossistema que conecta pessoas às suas cidades. Isso inclui informação de rotas, alertas operacionais, comentários dos usuários, pesquisas de satisfação e comunicação direta com o poder público.”

Hoje, o aplicativo já permite recarga de cartões em diversas cidades. Com o pagamento por aproximação via PIX, solução tecnológica da Primova integrada aos validadores da Prodata com interface através do Cittamobi, o celular passa a funcionar como meio direto de acesso ao transporte, inclusive para quem não possui bilhete.

“A pessoa pode comprar uma passagem avulsa ou até um pacote semanal, por exemplo, se estiver na cidade por alguns dias. O celular vira o liberador da catraca”, afirmou.

Comunicação, dados e decisão

Outro ponto central da plataforma é o uso da informação como ferramenta de gestão. Relatos de usuários sobre segurança, iluminação, conforto ou interrupções operacionais passam a integrar a tomada de decisão.

“Temos casos em que passageiros relataram sensação de insegurança em determinados pontos. A prefeitura atuou com iluminação e isso reduziu ocorrências. Esse retorno direto muda a forma de gerir o sistema.”

O envio de alertas em tempo real também foi destacado como fator de fidelização.

“Quando ocorre um acidente, uma interrupção ou uma chuva forte, o passageiro é avisado. Quem ainda está se programando pode mudar o trajeto antes mesmo de sair de casa.”

Planejamento urbano e política pública

Na avaliação de Emanuele Cassimiro, o transporte público deve ser visto como porta de entrada para a vida urbana, e não apenas como serviço operacional.

“O transporte começa quando a pessoa sai de casa. Quem anda de ônibus é cidadão antes de tudo. Quando a cidade escuta isso, o planejamento muda.”

Ela reforçou que o Cittamobi já está tecnicamente preparado para apoiar esse processo, sem impor barreiras às administrações públicas.

“A ferramenta já existe, é robusta, testada em várias cidades e pronta para ser ativada. O céu é o limite para o uso que a prefeitura quiser fazer.”

Campanhas de vacinação, vagas de emprego, eventos culturais, pesquisas com passageiros e comunicação intersetorial entre secretarias são alguns dos usos possíveis dentro da plataforma.

Escuta ativa e devolutiva

Além de coletar dados, o aplicativo permite que o poder público devolva respostas à população, reforçando a confiança no sistema.

“Nada é mais poderoso do que dizer ‘a gente te ouviu’. E mostrar que uma parada foi reformada ou uma linha ajustada a partir do relato dos usuários.”

Sem detalhar próximos lançamentos, Emanuele Cassimiro confirmou que a empresa já trabalha no avanço do uso de dados e inteligência artificial.

“A plataforma caminha para uma camada mais inteligente e propositiva. Não apenas informar, mas sugerir alternativas e apoiar decisões.”

Ao evoluir de aplicativo informativo para plataforma integrada de mobilidade, o Cittamobi consolida um modelo em que tecnologia, dados e comunicação passam a operar como instrumentos de política pública. Ao ouvir o passageiro, informar em tempo real e transformar essa escuta em decisão operacional e planejamento urbano, o aplicativo deixa de ser apenas uma interface digital e assume papel ativo na governança do transporte coletivo, reforçando o sistema como eixo estruturante de cidades mais acessíveis, eficientes e socialmente inclusivas.

O que o Cittamobi representa para cada ator do transporte público

Para o passageiro

Canal de acesso ao transporte, inclusive sem cartão da cidade
Planejamento de deslocamento com previsibilidade
Meio de pagamento digital e por aproximação
Informação em tempo real sobre a operação
Canal de escuta e participação
Ferramenta de inclusão para usuários ocasionais

Para o operador

Comunicação direta com o passageiro
Dados qualificados de uso e percepção do serviço
Apoio a ajustes operacionais e de frota
Redução de conflitos por informação antecipada
Base para fidelização e integração modal

Para o gestor público / prefeitura

Canal institucional já instalado no celular do cidadão
Ferramenta de escuta ativa e pesquisas
Base de dados para planejamento urbano e mobilidade
Comunicação segmentada e em tempo real
Plataforma pronta, sem custo de desenvolvimento
Instrumento de transparência e política pública

Fonte e Foto: Diário do Transporte

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