Pesquisa Qualimob/Cittamobi
O que milhares de passageiros nos ajudam a entender sobre a mobilidade no Brasil.
Os números que sintetizam a experiência
O valor 50 marca a fronteira entre insatisfação e satisfação. A média nacional fica abaixo dela.
Sobre a Pesquisa Qualimob/Cittamobi
A mobilidade urbana acontece todos os dias, em milhares de trajetos, horários e realidades diferentes. Mas, para entender de verdade como funciona a experiência de quem depende do transporte público, é preciso olhar além da operação e ouvir quem vive essa jornada.
É a partir dessa perspectiva que nasce a Pesquisa Qualimob/Cittamobi: uma iniciativa voltada a compreender como os passageiros percebem a qualidade do transporte público e quais fatores mais influenciam sua experiência cotidiana.
Mais do que medir satisfação, a pesquisa busca dar visibilidade à realidade vivida por quem utiliza ônibus e outros meios de transporte coletivo. Ela ajuda a identificar o que funciona, onde estão os principais desafios e quais caminhos podem contribuir para uma mobilidade mais eficiente, previsível e conectada às necessidades das pessoas.
Participação do aplicativo Cittamobi
O aplicativo Cittamobi tem uma participação fundamental na construção da Pesquisa Qualimob/Cittamobi ao contribuir para ampliar a escuta sobre a experiência de quem utiliza o transporte público.
Mais do que estar presente na coleta das respostas, o papel do Cittamobi está conectado ao próprio propósito da pesquisa: dar visibilidade à experiência do passageiro e compreender como informação, tecnologia e mobilidade se relacionam no cotidiano das cidades.
Ao oferecer recursos que ajudam no planejamento das viagens e no acesso a informações sobre o transporte público, o Cittamobi atua como uma interface entre a complexidade da operação e as necessidades práticas do passageiro — ajudando a transformar informações sobre a mobilidade em ferramentas úteis para compreender, planejar e vivenciar melhor cada deslocamento.
Por que ouvir o passageiro?
A pesquisa reforça que olhar para a mobilidade urbana pelo ponto de vista de quem utiliza o transporte público é uma forma de enxergar o sistema de maneira mais completa. Para o Cittamobi, esse é um ponto central: informação também faz parte da experiência de mobilidade. Saber quando o transporte vai chegar, planejar uma rota e ter mais clareza sobre o próprio deslocamento ajuda o passageiro a tomar decisões e reduzir a incerteza da jornada.
Metodologia
A pesquisa foi construída a partir da escuta de passageiros de diferentes regiões e realidades do país. O levantamento considera diferentes aspectos da experiência de mobilidade — operação, conforto, acessibilidade, informação e outros elementos da jornada — avaliados em 14 dimensões, numa escala de 4 pontos, sem ponto neutro.
Em vez de buscar apenas uma resposta única sobre se o serviço é bom ou ruim, a pesquisa procura entender quais fatores ajudam a construir essa percepção — considerando que a experiência com a mobilidade não é igual para todos.
O que mais importa para o passageiro
Itens mais citados entre as cinco prioridades de cada respondente.
Principais resultados
A pesquisa revela uma realidade que faz parte do cotidiano de muitas cidades brasileiras: existem desafios importantes na experiência de quem utiliza o transporte público. Questões ligadas à regularidade das viagens, ao tempo de espera e à lotação aparecem entre os principais pontos de atenção. Ao mesmo tempo, outros aspectos da jornada apresentam percepção mais positiva — mostrando que a experiência do passageiro é formada por diferentes camadas.
Pontos fortes
Pontos críticos
Distribuição da satisfação geral
Escala de quatro pontos, sem ponto neutro.
O que os dados revelam
Quando observados em conjunto, os resultados apontam para três grandes ideias.
A experiência começa antes do ônibus
Ela vai além do momento em que o passageiro entra no veículo: começa no planejamento da viagem e é influenciada pelo tempo de espera, pela previsibilidade e por saber o que acontece ao longo do trajeto.
Previsibilidade tem valor
Nem sempre é possível eliminar todos os problemas de uma operação complexa, mas reduzir a incerteza muda como a jornada é percebida. Saber quando o transporte chega dá ao passageiro mais autonomia.
Tecnologia é parte da jornada
Os aplicativos conectam informações e deslocamentos, criando um ponto de contato direto entre o passageiro e o sistema. A informação em tempo real passa a fazer parte da própria mobilidade.
Três aprendizados e oportunidades para o setor
Tornar a jornada mais previsível
Os desafios operacionais seguem fundamentais, mas existe uma dimensão complementar: a experiência de saber o que esperar. Informação clara aproxima operação e comunicação.
Não existe um único passageiro
As diferentes percepções reforçam que a mobilidade precisa considerar públicos, necessidades e expectativas distintas. Uma média geral ajuda a enxergar o cenário, mas não explica todas as experiências.
Tecnologia e informação na experiência
A mobilidade urbana é cada vez mais digital. A oportunidade está em usar a tecnologia não como recurso adicional, mas como parte de uma experiência integrada entre cidade, operação e passageiro.
O atributo em foco: clareza das informações
Informar bem não muda o ônibus que passa, mas muda a percepção de quem espera.
Tudo pronto!
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