Adeus, dinheiro? Prefeitura de SP inicia teste de pagamento via Bluetooth

Sistema aceita pagamento via Pix e abrange todas as regiões da capital, mas passageiro deve ficar atento às regras de integração.

A rotina de quem utiliza o transporte público na capital paulista acaba de ganhar uma nova alternativa tecnológica. A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, iniciou um projeto-piloto que permite o pagamento da tarifa de ônibus utilizando apenas o celular, via Bluetooth.

A novidade já está em operação em 2.200 ônibus da frota municipal, abrangendo 296 linhas que circulam por diversas regiões da cidade. O objetivo é modernizar o sistema de bilhetagem, reduzir o manuseio de dinheiro em espécie — o que aumenta a segurança — e agilizar o embarque dos passageiros.

Como funciona a tecnologia na prática

Diferente do pagamento por NFC (aproximação direta de cartões bancários), que já é testado em alguns sistemas, esta modalidade exige que você tenha um aplicativo específico instalado e o Bluetooth do aparelho ligado. Para utilizar o serviço, o passageiro deve seguir este passo a passo :

  • Baixe o aplicativo Cittamobi (disponível para Android e iOS);
  • Ative o Bluetooth do seu smartphone;
  • No aplicativo, acesse o menu e entre na aba “Primova Pay”;
  • Selecione “Comprar Passagens”;
  • Escolha entre passagem avulsa ou pacotes de viagens (diário, semanal ou mensal);
  • Realize o pagamento da compra via Pix;
  • Ao embarcar, abra o app, selecione a passagem em “Suas Passagens” e aproxime o celular do validador.

Os ônibus equipados com a tecnologia possuem um adesivo de identificação na parte externa da porta de embarque, sinalizando a disponibilidade do serviço.

Atenção: limitação importante sobre integração Este é o ponto mais crítico para o passageiro frequente e exige sua atenção redobrada. O pagamento via Bluetooth não dá direito à integração com o sistema sobre trilhos (Metrô e CPTM) e nem permite a integração gratuita entre ônibus diferentes, como ocorre com o Bilhete Único comum.

Portanto, essa modalidade é recomendada principalmente para:

  • Turistas que estão na cidade por pouco tempo e não possuem o cartão de transporte;
  • Passageiros eventuais que esqueceram o Bilhete Único ou estão sem saldo;
  • Pessoas que realizam deslocamentos diretos, sem necessidade de trocar de veículo ou modal.

Se o seu trajeto envolve pegar um ônibus e depois um metrô, utilizar o Bilhete Único tradicional continua sendo a opção mais econômica para o seu bolso.

Onde o sistema já está funcionando?

A abrangência do teste é significativa. A lista de linhas contempladas cobre eixos importantes de transporte em praticamente todas as zonas da cidade. Observando a relação oficial das linhas participantes, nota-se uma forte presença em trajetos de alta demanda e também no sistema noturno.

Alguns destaques das regiões atendidas incluem:

Zona Norte e Centro: Linhas que conectam terminais como Santana, Tucuruvi e Parque Dom Pedro II. Exemplos incluem a 172N-10 (Shop. Center Norte – Metrô Belém) e a 178A-10 (Metrô Santana – Lapa).

Zona Leste: Conexões vitais para quem vem de São Mateus, Itaquera e Penha. Linhas tronco como a 2290-10 (Term. São Mateus – Term. Pq. D. Pedro II) e a 4312-10 (Jd. Marília – Term. Pq. D. Pedro II) estão na lista.

Zona Oeste e Sudeste: Corredores importantes como a Rebouças e a Francisco Morato estão cobertos. A linha 8700-10 (Term. Campo Limpo – Praça Ramos), uma das mais movimentadas da cidade, aceita o pagamento, assim como a 5110-10 (Term. São Mateus – Term. Mercado) no Expresso Tiradentes.

Rede Noturna (Noturno): Um grande diferencial é a inclusão massiva das linhas da rede da madrugada (prefixo N), como a N201-11 (Metrô Tucuruvi – Pq. D. Pedro II) e N801-11 (Metrô Butantã – Term. Pq. D. Pedro II). Isso é essencial para trabalhadores noturnos ou quem volta de eventos de madrugada.

Contexto e modernização

A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans com a empresa de tecnologia Primova. Para a gestão municipal, ampliar o leque de pagamentos é uma forma de tornar o sistema mais “confortável e ágil” para os mais de 7 milhões de passageiros diários.

Fonte: Mobilidade 360

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